quinta-feira, 7 de agosto de 2014

23 sites que oferecem cursos online gratuitos com certificado


educação a distância tem conquistado mais adeptos com o desenvolvimento da tecnologia. A comunicação em tempo real permite contato com o conhecimento, com professores e colegas por meio de salas virtuais, sem precisar sair de casa.
Nesse artigo você encontrará a indicação de 23 sites que oferecem cursos online gratuitos com certificado. Para acessar, basta clicar no título (azul) para ser direcionado para o site da instituição onde são oferecidos os cursos.
Segue lista dos 23 sites:
1 – FGV OnlineA Fundação Getulio Vargas é a primeira instituição brasileira a ser membro do OpenCourseWare Consortium – OCWC –, um consórcio de instituições de ensino de diversos países que oferecem conteúdos e materiais didáticos sem custo, pela internet.
2 – Fundação Bradesco
Escol@ Virtual é um portal de e-Learning dedicado a oferecer cursos a distância – via Internet e semipresenciais.
3 – SESI
O portal do Sesi Paraná disponibiliza grande quantidade de cursos online gratuito.
4 – SENAI
O SENAI oferece cursos gratuitos a distância sobre temas transversais que desenvolvem capacidades para a iniciação no mundo do trabalho ou, no caso de quem já está trabalhando, para a atualização das competências profissionais.
5 – Rede SENAIConfira os treinamentos disponibilizados pelo Núcleo de Educação a Distância por modalidade de ensino.
6 – SEBRAESão mais de 30 cursos gratuitos com tutoria.
7 – CIEE
São mais de 35 cursos online grátis. Para acessar os cursos é preciso se cadastrar.
8 – SENACO PSG oferece, vagas gratuitas em cursos de Formação Inicial e Continuada.
9 – Prime Cursos
Empresa especializada em ensino a distância. A escola se transformou rapidamente em uma referência no Mercado Virtual graças ao seu pioneirismo no desenvolvimento de cursos e-learning.
10 – Cursos Online SP
Oferece mais de 150 Cursos Livres de Qualificação Profissional Gratuitos e de alta qualidade.
11 – Learncafe
Inovador portal de ensino à distância, que visa conectar alunos e professores em um único ambiente de ensino.
12 – VeducaEmpresa cujo propósito é levar o ensino superior de alta qualidade a qualquer pessoa que se disponha a aprender.
13 – Eduk.me
O site tem o objetivo de ensinar de forma simples e prática como se constroem sites para a internet.
14 – Buzzero
Portal de ensino a distância que possibilita qualquer pessoa aprender e ensinar.
15 – IpedA empresa tem a missão de promover a educação de maneira democrática levando ao mercado mais de 500 opções de cursos, em 30 áreas do conhecimento.
16 – Porto Gente
Ofertar cursos online voltados aos mercados de Logística, Transportes, Comércio e Turismo, viabilizando o aprendizado a qualquer momento e em qualquer lugar, contribuindo para um mundo mais ágil.
17 – Intel
Next Generation Center é um site onde você pode encontrar os cursos online grátis com certificado oferecidos pela Intel.
18 – Senar
Intuito de contribuição com a formação e a profissionalização das pessoas do meio rural e consequentemente aumentar a rentabilidade dos seus negócios e garantir a sustentabilidade do meio ambiente.
19 – Hospital Albert EinsteinSão mais de 80 cursos online totalmente gratuitos oferecidos por uma dos melhores hospitais do país.
20 – UNB
Oferece curso de graduação a distância com certificado
21 – BMF&Bovespa
Site de capacitação, a formação e a especialização de profissionais do mercado financeiro que trabalham em corretoras, em bancos, fundos de
investimento e em empresas.
22 – Senado Federal
Site de cursos para servidores do legislativo e população em geral. Seus cursos, materiais didáticos e conteúdos especiais já podem chegar a todos os municípios brasileiros.
23 – USP
Oferece dois cursos de graduação online com certificado.
Retirado de:

sexta-feira, 25 de abril de 2014

DEZ ATITUDES DIÁRIAS DAS PESSOAS EXTRAORDINÁRIAS

Há pessoas que aparentemente mais inteligentes, criativas e dedicadas que a maioria. O que quer que façam, parece sempre dar certo. Muito certo. Mas por que isso acontece? O que faz com que se saiam melhor que os outros?

Não há respostas matemáticas para essas perguntas. Mas o jornalista Bill Murphy Jr. apresenta algumas ideias, em um artigo da revista Inc. Antes de entrar nas sugestões propriamente ditas, ele cita uma pista deixada pelo filósofo Aristóteles: “Nós somos o que fazemos repetidas vezes. Portanto, excelência não é um ato, mas um hábito”.



Para elaborar sua lista, o jornalista diz ter se baseado na observação dos comportamentos de executivos, artistas e “inovadores”, com quem encontra frequentemente por causa de seu trabalho. “Suas chaves para o sucesso não são complexas”, escreveu Murphy Jr. “Pelo contrário, é o efeito cumulativo de hábitos simples, praticados diariamente”.

Aqui vão algumas dicas inspiradas nas de Murphy Jr.

1. Defina – e confira – seus planos para o dia.

Você tem uma lista de coisas para fazer – no papel ou na cabeça. Se escrevê-las será mais fácil para visualizar e se organizar e conferir: será que o que está fazendo de fato é o que tinha se proposto a fazer? São as tarefas que contribuem com seus objetivos de vida de longo prazo?
Se seguir essa sugestão, você certamente vai se pegar fazendo coisas fora do script várias vezes ao dia. O importante nessa hora é não desistir de seus planos, em uma atitude efeito dominó: “Ah, já não fiz nada mesmo, então vou esquecer essa lista”.

Observe se as atividades não programadas são imprevistos, alinhados com seu propósito de longo prazo, se lhe trarão alguma satisfação que valha a pena ou se são meras distrações e perda de tempo, que não o levarão a lugar nenhum? Se esse for o caso, interrompa-as, quantas vezes for necessário. Assim, vai eliminando esse tipo de desvio – comum, porém nocivo – do seu dia a dia.

2. Peça ajuda.

Ninguém faz nada de bom sozinho. Pedir ajuda para cumprir uma tarefa não é sinal de fraqueza. É sinal de respeito ao conhecimento dos outros. As pessoas gostam de lembrar que o que sabem tem valor para os demais.

Mas é importante saber pedir ajuda. Faça isso educada e respeitosamente, escolhendo, inclusive, o momento mais oportuno para a pessoa. Tem gente que pede ajuda como se o outro fosse obrigado a ajudar. Lembre-se: você quer um favor. O interesse é seu. Então, se for ajudado, agradeça. Mesmo se a pessoa também sair ganhando com a interação, foque-se no seu benefício. O reconhecimento de que aquilo foi bom para o outro é problema dele.

3. Oriente alguém e seja orientado.

As pessoas extraordinárias, por um lado, se comprometem com um mentor. Por outro, oferecem orientação a outra pessoa.  Isso não significa que a conversa em qualquer um dos casos tenha que ser profunda, o que, em alguns dias, cansa só de pensar.

Alguns minutos podem ser suficientes, por exemplo, para responder a alguém que procura entrar em sua área de trabalho e precisa de informações. Em outro momento, você pode ser breve ao pedir a um amigo com mais experiência esportiva lhe dar algumas dicas para aprimorar seu treino. Esse pode ser um hábito ligado ou não ao trabalho.

4. Dê uma pausa a si mesmo.

Por mais extraordinárias que sejam, as pessoas são apenas pessoas – e não super-heróis. Portanto, o sucesso profissional deve acontecer no período de trabalho, e não 24 horas por dia, sete dias por semana. Claro que quanto mais produtivo você for, melhor. Mas produtividade é realizar o maior número de tarefas no menor tempo possível (e com qualidade). Trabalhar sem intervalos para descansar ou pensar em outro assunto pode ser justamente sinal de improdutividade.

5. Agradeça e elogie.

Às vezes você tem crises de autoconfiança. O resto do mundo também tem. Por isso, estar sempre pronto a fazer elogios – sinceros – e expressar gratidão ajuda não só você a se sentir melhor e mais leve, mas o outro, que, quem sabe, está precisando ouvir uma palavra de agrado naquele momento. Há pessoas que não se esquecem nunca mais de outra por episódios assim.

6. Pratique exercício físico.

Não precisa virar rato de academia nem maratonista. Basta 20 ou 30 minutos de atividade física diária. Os efeitos costumam se estender além da disposição física. Praticar esportes ajuda a manter o bom humor, o foco e exercita a disciplina.

7. Desista de algumas ideias.

Ter ideias é fácil. Difícil é realizá-las. Dito isso, elimine 99 de 100 grandes ideias que lhe vierem à cabeça. Assim, você poderá se concentrar no que realmente funciona. A única maneira de fazer isso é estar disposto a desistir de coisas que você tentou, mas não estão gerando resultado. Não se preocupe com o quanto já investiu e perdeu. Isso é passado.

8. Confira os detalhes.

Pessoas extraordinárias aprendem a delegar de forma eficaz. Isso pode ser assustador em um primeiro momento, pois requer confiança. É impossível verificar se tudo o que passou para os outros está andando corretamente.

Você pode, entretanto, conferir um ou outro detalhe do processo. Esse hábito faz com que as pessoas saibam que você poderá verificar qualquer parte do trabalho, a qualquer momento. E, com isso, a tendência é que, se não estiverem sendo cuidadosas, passarão a ser.

9. Aprenda a rir – especialmente de si mesmo.

A comédia é o outro lado da tragédia. Apesar de toda a intensidade com que as pessoas extraordinárias perseguem seus objetivos, elas mantêm uma visão do todo, com certo distanciamento, o que as faz reconhecer que a vida bem conduzida é cheia de humor. Assim, as piadas mais importantes que você pode contar são sobre si mesmo – e os temas devem incluir seus fracassos. Como disse H.G. Wells (o escritor de Guerra dos Mundos): “A crise de hoje é a piada de amanhã”.

10. Compartilhe algo grande.


Compartilhe as coisas boas. Muita gente faz fofoca, reclama ou discorre sobre temas negativos com facilidade, mas o que conquista ou descobre de positivo guarda para si, com medo de perder o que conseguiu. Pessoas extraordinárias, ao contrário, sempre têm algo construtivo para dizer aos outros. Pode ser uma piada, uma história ou boas notícias. Para ter o melhor dos outros, é preciso oferecer o seu em troca.

Link original: http://epocanegocios.globo.com/Inspiracao/Vida/noticia/2014/03/dez-atitudes-diarias-das-pessoas-extraordinarias.html

quarta-feira, 11 de setembro de 2013

As 20 regras do sucesso de Jorge Paulo Lemann

1. Boas pessoas, trabalhando como um time e com objetivos comuns, são o mais importante e diferenciador ativo de um negócio.
2. Encontrar, treinar e manter boas pessoas são um constante desafio para todos os shareholders.
3. Os ganhos das pessoas devem ser estimulados, reconhecidos e balanceados de acordo com os interesses gerais da companhia.
4. A avaliação das pessoas é um item essencial e construtivo para o negócio.
5. A principal função dos líderes de um negócio é escolher pessoas melhores que eles, para manter a companhia no caminho, mesmo sem os líderes.
6. A liderança é exercida por meio de ideias claras e pelo exemplo diários nos menores detalhes.
7. Debater é importante, mas tudo o que for considerado deve ter um responsável por ele, e, ao final, alguém precisa tomar uma decisão.
8. O senso comum é sempre melhor que as ideias complexas. O simples é sempre melhor que o complexo.
9. Um bom negócio está sempre procurando crescer. Qualquer que seja o grau de sucesso, sempre há espaço para melhorar. Isso assegura a competitividade.
10. Sempre corte custos. Isso é algo que está sob seu controle e assegura sua sobrevivência.
11. Inovações que criem valor são úteis, mas copiar o que funciona bem é um caminho mais prático.
12. A educação e o aprimoramento das pessoas deve ser um esforço contínuo e incorporado à rotina de trabalho.
13. Apareça no noticiário apenas com resultados concretos.
14. Foco é o essencial.
15. Comunicação e transparência com informações-chaves ajudam a educar e a impulsionar todos na mesma direção e a criar vantagens competitivas.
16. Cuide de sua retaguarda.
17. Ser ético sempre é fundamental.
18. Demora muito para construir uma reputação, que pode acabar rapidamente.
19. Para chegar ao pote de ouro no fim do arco-íris, você deve percorrê-lo, mas sempre por um caminho lucrativo.
20. Um grande, desafiador e compartilhado sonho é essencial, e ajuda todos a trabalhar na mesma direção.

terça-feira, 2 de julho de 2013

11 perfis de liderança que você deve evitar

Se você se encaixar em alguma dessas descrições, é hora de um autoexame e, talvez, de fazer algumas mudanças




Apenas porque você possui um cargo de liderança não significa que você seja um bom líder. "Como um executivo, você possui uma quantidade imensa de poder. Você pode ser uma força incrivelmente positiva, admirada tanto por colegas quanto por funcionários, ou uma força negativa", conta Kathleen Brush, autora de "The Power of One: You're the Boss (O Poder de um Indivíduo: Você é o Chefe)."
De acordo com Brush, muitas pessoas em cargos de liderança não compreendem que os funcionários não são motivados automaticamente. "Se você tiver sorte, você pode ter um ou dois [funcionários] que estejam motivados. Então, é trabalho do chefe motivar seus funcionários todos os dias", conta Brush.
Os efeitos de uma liderança ruim podem variar de mundanos a catastróficos. Os efeitos podem significar metas não alcançadas, atrasos na entrega de produtos, má retenção de funcionários, comportamento antiético, etc.
Para garantir que você mantenha sua carreira em uma trajetória ascendente, é importante determinar onde estão seus pontos fortes e fracos. Saber disso lhe permitirá preencher as lacunas e fortalecer áreas de deficiência.
Os 11 perfis listados aqui são classificados na categoria desmotivadora, então, se você se encaixa em alguma dessas descrições, é hora de um autoexame e, talvez, de fazer algumas mudanças.
1 -O ouvinte desagradável 
Falando de comunicação, esta é normalmente uma pessoa que possui um ego consideravelmente grande e tipicamente não ouve ninguém, pois ele/ela sente que sabe todas as respostas. Isto, por outro lado, faz com que os funcionários tenham dificuldades em envolverem-se em projetos e metas sabendo que seu superior não considerou algo que pode causar problemas mais tarde.
“Vi várias vezes que ter uma pessoa do RH ou marketing quando a empresa estava contemplando alguma tecnologia de TI era algo simplesmente fora de cogitação. O resultado, quase sempre, era funcionários sobrecarregados com um sistema que causava queda da produtividade, porque o  gerente não havia participado da decisão quando deveria”, comenta Brush.
2 - O líder complacente 
Na área de TI, a mudança está sempre no ar. Existe sempre uma nova tecnologia emergindo e a concorrência está constantemente tentando superar os outros. Os CIOs que complacentes rapidamente veem seus concorrentes ganhando vantagens através da TI.
"Muitos gerentes abraçam a filosofia de que se eles [os funcionários] têm algum problema, eles me contarão. Caso eles não contem para ele que existe um problema, então, ele assume que está tudo bem. Esta é a receita infalível para ter funcionários desencantados e desocupados", conta John Reed, da Robert Half Technology
Quando os funcionários se encontram em uma situação onde eles estão trabalhando com tecnologia antiga e atrasada, eles, muitas vezes, questionam seu futuro. “Eu trabalhei para empresas que possuíam sistemas de TI antiquados e os funcionários ficavam estarrecidos e desmotivados pelo fato de que sua empresa não estava acompanhando a TI. É algo que realmente diminui a moral”, conta Brush.
3 - O chefe parceiro 
Em vez de ser um líder, que é algo que eles não sabem como ser, os gerentes que se encaixam nessa categoria fazem parcerias. “Em vez de conquistar o respeito dos subordinados, o que eles tentam é criar amigos no local de trabalho”, conta Brush.
De acordo com os especialistas, os chefes nunca podem ser amigos de seus funcionários. Nunca. Amizades neutralizam a autoridade e o poder do chefe. Eles também podem obscurecer o objetivo da liderança e impedir sua habilidade de corrigir comportamentos, delegar e responsabilizar funcionários.
Quando amizades comprometem a produção, é o chefe que deve ser responsabilizado. “Seja amigável para com seus funcionários, mas não cruze a linha entre chefe e amigo. Poderia custar seu emprego”, conta Brush.
4 - O escravo da caixa de entrada 
Isto também se aplica a mensagens de texto, conta Brush. A comunicação é o sangue vital de qualquer organização, e essa pessoa está muito confortável por detrás de seu celular ou dispositivo desktop. Eles gostam de se comunicar por um meio que possam ser particularmente ineficientes, especialmente quando existe a necessidade de alguma interação.
"Uma comunicação que poderia levar três minutos pessoalmente ou por telefone agora leva três horas ou três dias", conta Brush. A palavra escrita está sempre sujeita a interpretação e você não pode ler o tom de alguém em um e-mail.
5 - O chefe antiético          
Essa é uma categoria que não apenas irrita os funcionários, mas os apavora. Por essa razão ela é desmotivante. Quando um chefe quebra ou camufla as regras, engana, mente ou tolera comportamentos que revelam falta de princípios morais, ele ou ela perde o respeito dos funcionários. Sem o respeito deles, um chefe não pode liderar.
Além disso, quando um líder tolera práticas antiéticas, ele dá para seus funcionários a permissão de fazer o mesmo. “Relatórios de preenchimento de objetivos, gastos extremos em viagens de trabalho, não responsabilizar-se por erros – todas elas se tornam atividades aprovadas pelo chefe – que é o modelo”, conta Brush.
Um líder precisa exibir integridade e honestidade no que faz. Ele também precisa estar concentrado e deve apoiar as pessoas que trabalham para ele. “Isso possui um efeito dominó absoluto”, conta Reed.
6 - O chefe injusto 
Nossos esforços para tratar pessoas de modo semelhante levaram alguns lideres a confundir “igualdade” e “justiça” dentro do ambiente de trabalho. “Conversei com um gerente que deu um aumento para todos os seus funcionários, pois ele queria ‘ser justo’”, lembra Brush. Ele então parecia alerta para o  fato de que a produtividade de seus melhores funcionários diminuía para níveis próximos aos de um trabalhador médio.
“Recompensas podem ser ferramentas poderosas de motivação, mas elas devem ser administradas de modo justo”, conta Brush. Lembre: justo não significa igual.
7 - O chefe desorganizado
Ambientes de trabalho não combinam  com funcionários sem rumo, porque  lideres desorganizados não souberam planejar e administram planos e estratégias. Qual a chance de uma equipe sem rumo melhorar sua produtividade para criar widgets inovadores e competitivamente superiores? “Qual a chance de os funcionários serem inspirados por um líder que lidera como um capacho ou através de pensamentos aleatórios?”, comenta Brush.
8 - O chefe cínico 
"Ser cínico é quase uma admissão de que você não pode desempenhar seu trabalho", conta Brush. Eles regularmente dizem coisas como, 'Não, isso não vai funcionar’ ou 'Eu não sei por que estamos fazendo isso, isso é burrice' e eles não compreendem o efeito que tem.
 “Os funcionários não são foram contratados para fazer um mergulho em equipe no abismo. Se algo é burrice, então o chefe tem a responsabilidade de desfazê-lo”, conta Brush. Se você é um líder e você acha que algo não vale a pena ser feito ou que vai criar grandes problemas, é sua responsabilidade questionar o seu superior. Um bom líder não deve querer tomar decisões desinformadas.
9 - O comunicador pobre 
 “Esta é uma receita para uma alta rotatividade”, conta Reed. Este tipo de chefe não é bom em articular expectativas. Ele ou ela manda e-mails que são confusos e/ou faz exigências sem a definição dos parâmetros necessários. Muitas vezes eles não são responsivos, a menos que encurralados. “Quando você não se comunica com as pessoas elas simplesmente criam coisas de suas cabeças”, conta Reed.
Ele oferece um exemplo de uma perspectiva diferente, digamos que talvez exista um rumor de que a empresa está diminuindo suas dimensões. Caso o chefe não apareça e fale sobre isso, a maior parte dos funcionários presumirá que isso irá ocorrer.
10 - O sabe tudo 
Este líder gosta tipicamente de demonstrar que ele ou ela é a pessoa mais inteligente de todas, e, ao fazê-lo, muitas vezes pode negligenciar itens críticos. “Lideres mais novos muitas vezes sentem que precisam aparentar para suas equipes que têm todas as respostas. Um líder eficiente sabe que as melhores respostas, muitas vezes, vêm de pessoas com as quais você trabalha”, conta Reed.
“Pessoas que são gerentes em um ambiente técnico estão envolvidas em administrar projetos de tecnologia, iniciativas de tecnologia e em garantir que a estratégia esteja sendo utilizada. Onde eles normalmente não se concentram é em alocar um tempo livre para conversar com as pessoas em suas equipes  a fim de dialogar sobre sua satisfação com o trabalho, como elas se sentem sobre seu trabalho e seu futuro”, conta Reed. Nem sempre o líder possui a resposta perfeita, mas sabe onde obtê-la, e é isso que define um gerente de elite.
11- O chefe de linguajar abusivo 
Alguns administradores não compreendem o quão desmoralizante este tipo de comportamento pode ser. Se você utiliza uma linguagem abusiva em um tom raivoso você pode, facilmente, criar uma situação onde ninguém vai funcionar, seja por raiva, desgosto, etc.
"Lideres precisam conquistar o direito de manter os serviços dos melhores e mais brilhantes, todos os dias, pela forma como conduzem seus próprios passos", conta Roy West, CEO da Roy West Companies e cientista sênior na Gallup Organization.
Encontrando sucesso no trabalho e na vida 
Em seu livro recente, o operador das Forças Especiais e Oficial do Exército Peter Blaber lembra o momento em que alguém compartilhou com ele um segredo para a liderança, que separa os líderes verdadeiros dos que querem líderes. Ser um líder se resume a fazer a coisa correta e liderar pelo exemplo. Você simplesmente não pode ter um padrão para você mesmo e outro  para o resto do mundo.
"A regra de ouro é que nós não devemos tratar as pessoas da forma que queremos ser tratados, devemos tratar as pessoas da forma que ELAS querem ser tratadas. E, para saber como elas desejam ser tratadas, é preciso perguntar", conta West.
Se você se identifica com algum desses perfis, então é hora de se levantar e fazer algo com relação a isso. Participe de alguns seminários de liderança, cursos de comunicação ou faça o que for necessário para se comunicar melhor com as pessoas que dependem de você diariamente.
Rich Hein, CIO/COM

    Dez erros ao negociar

    As negociações são constantes em nosso dia a dia. Saber conduzi-las da melhor maneira - e sem tentar chegar ao consenso - é o melhor caminho para o sucesso





    Todos os dias, em casa ou no trabalho, você está envolvido em dezenas de negociações. Muitas pessoas encontram dificuldades pois querem agradar ou entrar em acordo. Nos ensinaram ao longo dos anos que o ideal é que todos fiquem felizes e que só assim a negociação foi bem-sucedida. Isto é um dos piores erros que se pode cometer em uma  negociação. 
    O problema é que se você está focado em fazer a outra pessoa feliz – ou em não deixá-la nervosa –, está focando no resultado. E você não pode controlar o resultado. Não pode controlar como a outra pessoa se sente a seu respeito. Mas você pode controlar suas ações durante a negociação. Esta é a essência do que chamo de “No System” (ou sistema do não), modelo que ensina aos negociadores a não basear suas ações em emoções, mas no que veio antes na conversa. 
    Por que eu chamo de “No System”? Porque não é palavra melhor do que não em uma negociação. Se você respeitosamente convidar seu chefe a dizer não desde o começo da conversa, ficará impressionado o quanto ele ficará relaxado ao longo da negociação. E se ele disser não aos seus pedidos logo de cara, tudo bem. Ouvir não e dizer não abre a conversa para uma negociação mais real. 
    Quando você entende os princípios do “No System”, percebe que eles podem ser aplicados em diversas situações – seja um novo emprego, uma promoção, a extensão de um prazo etc.. Da próxima vez que entrar em uma negociação, esqueça o consenso e tente evitar os seguites erros. Apenas isto tornará a sua negociação muito mais efetiva.
    1. Não diga ao seu chefe que você espera que ele diga sim.
    2. Não seja emocional. 
    3. Não vá para a reunião despreparado. 
    4. Não tente impressionar o seu chefe. 
    5. Não faça uma apresentação. 
    6. Não faça perguntas que exijam “sim” ou “não” como resposta. 
    7. Não tente fechar o negócio. 
    8. Não acredite que a sua missão é ganhar mais dinheiro
    9. Não aponte o seu atual salário/cargo como um problema. 
    10. Não dê um ultimato.

    Ficar calmo, controlar suas emoções, fazer perguntas diretas e ouvir atentamente te ajudarão a ficar focado no que você realmente pode controlar. As dicas acima irão ajudá-lo a evitar os piores erros que os negociadores mais amadores cometem e permitirão que você consiga o melhor resultado possível em sua próxima negociação.
    (*) Jim Camp é coach em negociação e presidente do Camp Negotiation Institute

    sábado, 1 de junho de 2013

    Como a China gasta suas reservas bilionárias?

    É possível ter uma coisa boa em excesso?

    A pergunta vem do fato de que, enquanto muitos governos ocidentais têm de se preocupar com seus crescentes deficit comerciais, a China tem o problema oposto.

    Graças ao seu sucesso como país exportador, a China tem as maiores reservas de moeda estrangeira do mundo. E essas reservas não param de crescer - chegaram a um recorde de US$ 3,44 trilhões.

    Com todos os zeros, essa soma é US$ 3.440.000.000.000, equivalente ao tamanho da poderosa economia alemã.

    O conteúdo das reservas é um segredo de Estado, mas um relatório divulgado anos atrás no periódico China Securities Journal revelou que 65% delas consistem em dólares, 26% em euros, 5% em libras e 3% em ienes.

    A China é a maior detentora de títulos da dívida do governo americano, depois do Fed (banco central americano). Também tem títulos da dívida de governos europeus, mas não tantos títulos de países periféricos endividados - pelo menos não tantos quanto a zona do euro gostaria.

    No pico da crise do euro, a moeda comum europeia subia a cada sinal de que a China planejava comprar títulos europeus.

    Você pode achar que ter um superavit comercial como o chinês seja uma boa notícia. Mas, segundo autoridades do banco central da China, a situação acabou causando um problema, por causa do câmbio fixo chinês.

    Desafios

    As reservas internacionais ajudam a proteger a moeda de um país de ataques, já que a venda de moedas estrangeiras ajuda a sustentar o valor da moeda local. Os bancos centrais aprenderam essa lição após a crise financeira da Ásia, em 1997.

    A China permite que o yuan flutue até 1% para mais ou menos, e as reservas ajudam nisso. Mas não está claro qual a quantidade de reservas que um país realmente precisa.

    Não se trata apenas do temor de que o dólar ou o euro se depreciem. A preocupação é também de que as reservas contribuam para um excesso de dinheiro na economia. Isso tem levado ao aumento de preços, inclusive de habitação.

    Coreia do Sul

    Quando um banco central acumula reservas, ele imprime dinheiro (yuan) para comprar os dólares, euros, libras e ienes que acrescenta a essas reservas. Para impedir que isso gere inflação (imagine o que aconteceria se a China imprimisse US$ 3,4 trilhões à sua economia, que movimenta US$ 8 trilhões), o BC "esteriliza" suas ações tirando a quantidade de dinheiro equivalente da economia.

    A China faz isso pagando juros ao dinheiro que bancos comerciais depositam no Banco Central, para incentivar os bancos a deixar seu dinheiro ali.

    A esterilização tende a ser incompleta, já que os bancos buscam taxas de remuneração maiores em outros investimentos, em vez de deixar todo seu dinheiro no BC.

    Além disso, há a preocupação de que o BC não esteja obtendo um grande retorno nessas reservas, já que os yields (taxas de juros) de títulos das dívidas europeias e americanas são baixos.

    Então, a China usa essas reservas para financiar investimentos no exterior. Pequim quer comprar ativos reais - como portos, recursos naturais, tecnologia e companhias financeiras.

    Isso contribui para seu objetivo de criar multinacionais chinesas.

    Política de expansão

    Ter empresas competitivas globalmente poderia ajudar a China a aumentar sua capacidade tecnológica e sua produtividade, algo crucial para sustentar seu crescimento. A China gostaria de seguir o exemplo de outros que enriqueceram - como a Coreia do Sul ou Taiwan - e desenvolver marcas internacionais, como Samsung e HTC.

    Essa era a meta quando Pequim lançou sua política global, em 2000. O primeiro investimento comercial no exterior foi em 2003-04, na Europa, quando a empresa chinesa TCL comprou a marca francesa Thomson.

    Desde então, seus investimentos estrangeiros aumentaram exponencialmente e atingiram níveis recordes, superando os internos - dado que geralmente indica que um país está chegando ao nível de desenvolvimento econômico.

    Falta de transparência quanto à origem de recursos chineses gera incômodos no exterior

    A maioria desses investimentos chineses tem ido para outras partes da Ásia, para a América Latina e a Europa.

    Para investir no exterior, as empresas chinesas necessitam de autorização oficial, já que o governo do país é o controlador de movimentos de capitais. Sendo assim, os investimentos chineses vão para onde a China tem interesse em crescer - não apenas recursos naturais, mas também tecnologia e serviços com valor agregado. É por isso que os países que mais recebem esses investimentos (com exceção de Hong Kong e Ilhas Cayman) são Austrália, Cingapura e EUA.
    Política

    No entanto, o capital chinês nem sempre é bem recebido. Investimentos de origem estatal podem gerar desavenças políticas, como já ocorreu nos EUA e na Austrália.

    E empresas privadas chinesas têm dificuldades em operar, por conta da falta de transparência quanto ao que é privado e o que é ordenado pelo Estado. Isso indica uma necessidade de reformas na China, para deixar claras as fontes de financiamento em seus negócios internacionais e a real posse de empresas chinesas.

    Ao mesmo tempo, a China não deve continuar tendo os grandes superavit comerciais do passado.

    Em 2012, o superavit caiu para menos de 3% do PIB - chegara a 10% antes da crise de 2008. Os chineses não estão exportando tanto por conta da menor demanda externa, então é improvável que acumulem tantas reservas quanto antes.

    Isso também significa que será mais importante que os investimentos chineses no exterior sejam bem vistos, já que a China dependerá mais de multinacionais produtivas e competitivas para continuar crescendo. E essas empresas precisarão cada vez mais se financiar de maneira competitiva.

    Certamente veremos mais empresas chinesas disputando terreno global. Seu sucesso será importante não apenas para as próprias empresas, mas para o próprio futuro da China.

    Veja mais em BBC Brasil

    quinta-feira, 4 de abril de 2013

    China e América Latina: as relações perigosas


    Por Christophe Ventura | Tradução: Inês Castilho
    A América Latina poderia converter-se, nos próximos anos, numa “plataforma extraterritorial” da China, cuja função seria permitir a esta última assegurar e ampliar suas exportações – notadamente nos setores de eletrônica, indústria automobilística e têxtil – para os mercados norte-americanos, europeus e latino-americanos? Este risco seria ainda mais claro num cenário em que há tendência irreversível ao aumento dos salários chineses, ao encarecimento de seus produtos? As hipóteses acima foram suscitadas pela Comissão Econômica da ONU para a América Latina e o Caribe (Cepal), em um relatório recente, dedicado ao estudo das relações entre a China e a América Latina e Caribe1.

    Um estudo da evolução quantitativa e qualitativa dos investimentos diretos externos (IDE) feitos pela segunda potência econômica mundial na América Latina, entre 2003 e 2009, reforça essa análise. As economias latino-americanas recebem agora 13% do total dos IDE da China no mundo2. Isso representa um montante estimado em 31 bilhões de dólares. Ainda que 90% desses IDE dirijam-se aos setores bancários de dois paraísos fiscais notórios – as Ilhas Cayman e os Ilhas Virgens Britânicas – a Cepal indica que, durante esses seis anos, 24 bilhões de dólares teriam sido diretamente investidos pelas empresas chinesas nos setores de recursos naturais, da indústria e dos serviços na América Latina.
    Participação em companhias latino-americanas e acordos de cooperação entre regiões chinesas e países latino-americanos asseguram às empresas chinesas uma penetração crescente nas economias latino-americanas. O México e os países do Mercosul (Argentina, Brasil, Paraguai, Uruguai) constituem a principal base para atividade produtiva de empresas chinesas na América Latina. Destacam-se os setores de produtos manufaturados, da eletrônica, automobilístico e de telecomunicações. “A porta de entrada na Argentina, Brasil, México e Uruguai deve ser vista como primeira etapa para organizar um avanço futuro em direção aos mercados dinâmicos constituídos pela Área de Livre Comércio da América do Norte (Nafta) e o Mercosul, informa o relatório. Desde já, 50 mil empregos dependeriam diretamente dos investimentos chineses na economia real latino-americana.
    Por que escolher a América Latina como potencial “plataforma extraterritorial”? O setor de eletrônica oferece uma imagem emblemática dessa estratégia. Segundo a Cepal, três fatores explicam a atração exercida pela América Latina sobre os investidores chineses: “1. A demanda interna (chinesa) é fragilizada pela concorrência no próprio território nacional; os lucros diminuíram, levando os empreendedores do setor a buscar novos mercados na América Latina, onde uma classe média emergente está em expansão. 2. Diversos países da América Latina passaram a adotar medidas antidumping contra produtos fabricadas na China. Estabelecer uma unidade de produção na região pode ajudar os empresários chineses a atenuar os conflitos comerciais. 3. Os empresários chineses não são atualmente capazes de estabelecer unidades de produção nos países desenvolvidos; esta é a razão por que a América Latina e a África tornaram-se zonas de destino importantes para seus IDE.”
    Por sua vez, os IDE latino-americanos na China – e portanto a inserção das empresa da região na economia produtiva no país – continuam muito marginais. Os sete países que mais investem na China (Argentina, Brasil, Chile, México, e em menor medida, Colômia, Peru e Venezuela) contribuem com menos de 0,1% do total de IDE naquele país. Isso representa um montante acumulado de apenas 70 a 80 milhões de dólares…
    Qual o retrato da relação comercial entre entre a América Latina e a Ásia? Em 2009, o volume do comércio bilateral entre as duas regiões elevou-se a 120 bilhões de dólares. As exportações latino-americanas (largamente constituídas por matérias-primas e produtos primários) para a Ásia representavam um total de 103 bilhões de dólares, ou 15% do total de exportações da região. Por sua vez, o mercado norte-americano recebia 42% das exportações latino-americanas e a União Europeia, 14%.
    Vale notar que a China absorve quase a metade das exportações latino-americanas para a Ásia. Segundo a Cepal, o Império do Meio poderá, tornar-se, já em 2014, o segundo mercado mais importante para as exportações da região, desbancando a União Europeia. No caso do Brasil, a Ásia converteu-se, já no primeiro semestre de 2012, no principal destino das exportações – 27,8% do total. A China, sozinha, importou no período 14,3% das vendas externas do país e se tornou seu principal parceiro comercial.
    Como parte deste mesmo movimento, o perfil geral do comércio entre a América Latina e a Ásia modificou-se na última década. A China ultrapassou o Japão, como principal parceiro asiático dos países latino-americanos; e agora, os seis países membros da Associação das Nações do Sudeste da Ásia (Asean) [Filipinas, Indonésia, Malásia, Singapura, Tailândia e Vietnã] disputam com a Coreia do Sul o lugar de terceiro parceiro.
    O comércio sino-latino-americano é marcado por sua natureza desequilibrada. Os países latino-americanos são essencialmente exportadores de produtos primários e matérias-primas de baixo valor agregado (soja, ferro, cobre, petróleo etc.), enquanto a China exporta seus produtos manufaturados (têxteis, papel, automóveis, produtos eletrônicos e tecnológicos etc.).
    A China tornou-se um mercado de exportação chave para seis países: Argentina, Brasil, Chile, Costa Rica, Cuba e Peru. Entre 2005 e 2008, cinco países latino-americanos eram, sozinhos, responsáveis por 86% das exportações da região para a China: Brasil (33%), Chile (25%3), Argentina (12%), México (9%), Peru (7%).
    Ao mesmo tempo, Argentina, Brasil, Chile, México, República Dominicana, Paraguai e Peru4 tornaram-se mais dependentes da China para suas importações. Entre 2000 e 2009, a parcela chinesa no total das importações argentinas passou de 4,6% para 12,4% (as importações provenientes dos Estados Unidos recuaram, no mesmo período, de 18,9% para 13,2% do total; e as europeias, de 23,5% para 16,8%). No Brasil, a tendência é a mesma: suas importações da China representam 15,2% das compras externas totais (eram 2,2% em 2000), enquanto que as importações provenientes dos Estados Unidos passaram de 23,3% para 14,5%. No México, apenas 2,2% do total importado vinha da China, em 2000; mas a taxa subiu para 13,9% em 2009. Ao mesmo tempo – e isso é histórico – a parcela das importações mexicanas provenientes dos Estados Unidos despencou de 71,2% para 48,1% e a da União Europeia, de 8,4% a 11,7%. Em valores, o México é o principal importador de produtos manufaturados chineses. Ela garante 48% do total de compras provenientes da China na região, seguida pelo Brasil (20%), Argentina e Chile (6% para cada um).
    A nova estratégia de expansão da China na América Latina é facilitada pelas economias mais dinâmicas do subcontinente. Estas necessitam do mercado chinês para suas exportações de matérias-primas. É o caso especialmente da Argentina e do Brasil que, contrariamente ao México e aos Estados Unidos, reconheceram a China como “economia de mercado”.
    A estratégia de Beijing baseia-se também na busca de assinatura de acordos de livre comércio. Entre 2006 e 2010, a China assinou três: com o Chile, o Peru e a Costa Rica. Os planos envolvem ainda estabelecimento de acordos de cooperação entre Estados, notadamente no setor petrolífero. Em 2009, o Banco de Desenvolvimento da China (BDC) abriu uma linha de crédito de 10 bilhões de dólares para a Petrobras, em troca da garantia de fornecimento de petróleo bruto. Além disso, a petroleira chinesa Sinopec adquiriu, em 2010, 40% do capital da filial brasileira da Repsol, a principal exploradora de petróleo espanhola. Ao mesmo tempo, China e Venezuela estabeleceram um Fundo de Desenvolvimento Comum que hoje alcança 12 bilhões de dólares. Os dois países estão igualmente ligados por um acordo que prevê uma troca de produtos chineses por petróleo venezuelano. O Equador firmou um contrato semelhante, envolvendo 1 bilhão de dólares.
    A China tornou-se membro oficial do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), com objetivo de converter a instituição num grande instrumento da cooperação financeira sino-latino-americana. Beijing também é parte do Banco de Desenvolvimento do Caribe (BDC).
    Enfim, as autoridades chinesas contam com uma política diplomática ofensiva e dispõem de 21 embaixadas e seis consulados na região. Somente 15 desses 21 países dispõem de representação diplomática na China.
    O relatório da Cepal conclui: “a taxa de crescimento econômico elevada (na China) e o processo de reconversão industrial das regiões rurais do país engendram um aumento da necessidade de infraestrutura e energia, assim como de alimentos. Essa situação é um poderoso motivo de aproximação com os países latino-americanos exportadores de recursos naturais. A China tem, igualmente, necessidade de assegurar o livre acesso de suas exportações na região e de ser aí reconhecida como “economia de mercado” (…). Nesse quadro, ela deve abrir um espaço para a assinatura de acordos comerciais na América Latina, a fim de garantir acesso preferencial a seus produtos nesse mercado. E isso de maneira a não perder em competitividade face aos produtos norte-americanos – resultado de acordos de livre comércio bilateral assinados por esses últimos na região – ou europeus, antecipando negociações da União Europeia com o Mercosul e a Comunidade Andina de Nações (CAN).”
    Na reconfiguração constante do comércio internacional, em meio à globalização econômica e financeira, o comércio entre países do chamado Sul Global intensifica-se e representa parte cada vez mais significativa das trocas comerciais no planeta. O comércio Sul-Sul representava 6% do comércio internacional em 1985, para alcançar 24% em 2010. Desse total, 85% das trocas ocorrem entre os próprios países asiáticos, ou entre eles e outros países do Sul.
    Embora participe desse importante movimento global, a América Latina continua largamente prisioneira de uma integração à economia internacional pelo aumento da “primarização” de sua economia. Sua relação com a China confirma essa tendência.

    Christophe Ventura é cientista político e integrante da rede internacional Memória das Lutas — Medelu (www.medelu.org)
    1 “China e América Latina / Caribe – Rumo a uma relação econômica e comercial estratégica”, Osvaldo Rosales e Mikio Kuwayama, Cepal, 2012 (http://www.eclac.org/publicaciones/xml/9/46259/China_America_Latina_relacion_economica_comercial.pdf)
    2Segundo o fundo de investimento A Capital, citado pelo Le Monde(9/6/2012), os investimentos diretos externos da China somariam 68 bilhões de dólares em 2011. 43% deles seriam dirigidos à América Latina, o que tornaria a região o primeiro destino de tais capitais. O fundo estima que a soma poderia chegar a 800 bilhões de dólares em 2016.
    3 O couro tornou-se o principal produto de exportação chileno. A China absorve 55% das exportações de couro latino-americanas, das quais 30% provêm do Chile
    4 Além de principal parceiro comercial do Brasil e do Chile, a China é o segundo parceiro da Argentina e Peru. Ler, sobre o assunto, texto do autor, noLe Monde Diplomatique francês