quarta-feira, 8 de outubro de 2008

Prioridades 2

Um consultor, especialista em Gestão do Tempo, quis surpreender a assistência numa conferência. Tirou debaixo da mesa um frasco grande de boca larga. Colocou-o em cima da mesa, junto a uma bandeja com pedras do tamanho de um punho e perguntou:
- Quantas pedras pensam que cabem neste frasco?
Depois dos assistentes fazerem as suas conjecturas, começou a meter pedras até encher o frasco. Depois perguntou:
- Está cheio?
Toda a gente olhou para o frasco e concordou que sim. Então ele tirou debaixo da mesa um saco com gravilha. Meteu parte da gravilha dentro do frasco e agitou-o. As pedrinhas penetraram pelos espaços que deixavam as pedras maiores. O consultor sorriu com ironia e repetiu:
- Está cheio?
Desta vez os ouvintes duvidaram:
- Talvez não.
- Muito bem!
E pousou na mesa um saco com areia que começou a despejar no frasco. A areia filtrava-se nos pequenos buracos deixados pelas pedras e pela gravilha.
- Está cheio? - perguntou de novo.
- Nao! - Exclamaram os assistentes.
Bem dito! E pegou numa jarra de água, que começou a verter para dentro do frasco. O frasco absorvia a água sem transbordar.
- Bom, o que acabámos de demonstrar? Perguntou.
Um ouvinte respondeu:
- Que não importa o quão cheia está a nossa agenda, se quisermos, sempre conseguimos fazer com que caibam mais coisas.
- Não! O que esta lição nos ensina é que se não colocam as pedras grandes primeiro, nunca poderão colocá-las depois.
- Também! - concluiu o especialista - Mas... o que esta lição nos ensina de mais importante é que se não colocarem as pedras grandes primeiro, nunca poderão colocá-las depois... E quais são os grandes valores nas nossas vidas? A pessoa amada, nossos filhos, os amigos, os nossos sonhos e desejos, a nossa saúde, etc. Devemos lembrar de sempre avaliarmos quais são as nossas prioridades!

Flores Raras

Prioridades



E Depois ?

Um homem de negócios americano, no ancoradouro de uma aldeia da costa mexicana, observou um pequeno barco de pesca que atracava naquele momento trazendo um único pescador. No barco, vários grandes atuns de barbatana amarela. O americano deu os parabéns ao pescador pela qualidade dos peixes e perguntou-lhe quanto tempo levara para os pescar.
- Pouco tempo, respondeu o mexicano.
Em seguida, o americano perguntou por que é que o pescador não permanecia no mar mais tempo, o que lhe teria permitido uma pesca mais abundante.
O mexicano respondeu que tinha o bastante para atender às necessidades imediatas da sua família.
O americano voltou a carga:
- Mas o que é que você faz com o resto do seu tempo?
O mexicano respondeu:
- Durmo até tarde, pesco um pouco, brinco com os meus filhos, tiro a siesta com a minha mulher, Maria, vou todas as noites à aldeia, bebo um pouco de vinho e toco violão com os meus amigos. Levo uma vida cheia e ocupada, senhor.
O americano assumiu um ar de pouco caso e disse:
- Eu sou formado em administração em Harvard e poderia ajudá-lo. Você deveria passar mais tempo a pescar e, com o lucro, comprar um barco maior. Com a renda produzida pelo novo barco, poderia comprar vários outros. No fim, teria uma frota de barcos de pesca. Em vez de vender pescado a um intermediário, venderia directamente a uma indústria processadora e, no fim, poderia ter sua própria indústria. Poderia controlar o produto, o processamento e a distribuição. Precisaria de deixar esta pequena aldeia costeira de pescadores e mudar-se para a Cidade do México, em seguida, para Los Angeles e, finalmente, para Nova York, de onde dirigiria a sua empresa em expansão.
- Mas, senhor, quanto tempo isso levaria? - perguntou o pescador.
- Quinze ou vinte anos - respondeu o americano.
- E depois, senhor?
O americano riu e disse que essa seria a melhor parte.
- Quando chegar a ocasião certa, você poderá abrir o capital da sua empresa ao público e ficar muito rico. Ganharia milhões.
- Milhões, senhor? E depois?
- Depois - explicou o americano - você reformava-se. Mudar-se-ia para uma pequena aldeia costeira, onde dormiria até tarde, pescaria um pouco, brincaria com os netos, tiraria a siesta com a esposa, iria à aldeia todas as noites, onde poderia beber vinho e tocar violão com os amigos...
- Mas senhor, eu já faço isso!



Flores Raras


Conta-se que havia uma jovem que tinha tudo, um marido maravilhoso, filhos perfeitos, um emprego que lhe rendia um bom salário e uma família unida. O problema é que ela não conseguia conciliar tudo.
O trabalho e os afazeres lhe ocupavam quase todo tempo e ela estava sempre em débito em alguma área. Se o trabalho lhe consumia tempo demais, ela tirava dos filhos, se surgiam imprevistos, ela deixava de lado o marido. E assim, as pessoas que ela amava eram deixadas para depois até que um dia, seu pai, um homem muito sábio, lhe deu um presente: Uma flor muito rara, da qual só havia um exemplar em todo o mundo. A jovem ficou muito emocionada, afinal a flor era de uma beleza sem igual.
Mas o tempo foi passando, os problemas surgiam, o trabalho consumia todo o seu tempo, e a sua vida, que continuava confusa, não lhe permitia cuidar da flor. Ela chegava em casa, e as flores ainda estavam lá, não mostravam sinal de fraqueza ou morte, apenas estavam lá, lindas, perfumadas. Então ela passava directo. Até que um dia, sem mais nem menos, a flor morreu.

Prioridades

Um homem de negócios americano, no ancoradouro de uma aldeia da costa mexicana, observou um pequeno barco de pesca que atracava naquele momento trazendo um único pescador. No barco, vários grandes atuns de barbatana amarela. O americano deu os parabéns ao pescador pela qualidade dos peixes e perguntou-lhe quanto tempo levara para os pescar.
- Pouco tempo, respondeu o mexicano.
Em seguida, o americano perguntou por que é que o pescador não permanecia no mar mais tempo, o que lhe teria permitido uma pesca mais abundante.
O mexicano respondeu que tinha o bastante para atender às necessidades imediatas da sua família.
O americano voltou a carga:
- Mas o que é que você faz com o resto do seu tempo?
O mexicano respondeu:
- Durmo até tarde, pesco um pouco, brinco com os meus filhos, tiro a siesta com a minha mulher, Maria, vou todas as noites à aldeia, bebo um pouco de vinho e toco violão com os meus amigos. Levo uma vida cheia e ocupada, senhor.
O americano assumiu um ar de pouco caso e disse:
- Eu sou formado em administração em Harvard e poderia ajudá-lo. Você deveria passar mais tempo a pescar e, com o lucro, comprar um barco maior. Com a renda produzida pelo novo barco, poderia comprar vários outros. No fim, teria uma frota de barcos de pesca. Em vez de vender pescado a um intermediário, venderia directamente a uma indústria processadora e, no fim, poderia ter sua própria indústria. Poderia controlar o produto, o processamento e a distribuição. Precisaria de deixar esta pequena aldeia costeira de pescadores e mudar-se para a Cidade do México, em seguida, para Los Angeles e, finalmente, para Nova York, de onde dirigiria a sua empresa em expansão.
- Mas, senhor, quanto tempo isso levaria? - perguntou o pescador.
- Quinze ou vinte anos - respondeu o americano.
- E depois, senhor?
O americano riu e disse que essa seria a melhor parte.
- Quando chegar a ocasião certa, você poderá abrir o capital da sua empresa ao público e ficar muito rico. Ganharia milhões.
- Milhões, senhor? E depois?
- Depois - explicou o americano - você reformava-se. Mudar-se-ia para uma pequena aldeia costeira, onde dormiria até tarde, pescaria um pouco, brincaria com os netos, tiraria a siesta com a esposa, iria à aldeia todas as noites, onde poderia beber vinho e tocar violão com os amigos...
- Mas senhor, eu já faço isso

domingo, 14 de setembro de 2008

O sucesso consiste em não fazer inimigos

Nas relações humanas no trabalho, existem apenas 3 regras.

Regra número 1: colegas passam, mas inimigos são para sempre. A chance de
uma pessoa se lembrar de um favor que você fez a ela vai diminuindo à taxa
de 20% ao ano. Cinco anos depois, o favor será esquecido. Não adianta mais
cobrar. Mas a chance de alguém se lembrar de uma desfeita se mantém
estável,não importa quanto tempo passe. Exemplo: se você estendeu a mão para
cumprimentar alguém em 1997 e a pessoa ignorou sua mão estendida, você
ainda se lembra disso em 2007.

Regra número 2: A importância de um favor diminui com o tempo, enquanto a
importância de uma desfeita aumenta. Favor é como um investimento de curto
prazo. Desfeita é como um empréstimo de longo prazo. Um dia, ele será
cobrado, e com juros.

Regra número 3: Um colega não é um amigo. Colega é aquela pessoa que,
durante algum tempo, parece um amigo. Muitas vezes, até parece o melhor
amigo. mas isso só dura até um dos dois mudar de emprego.

Amigo é aquela pessoa que liga para perguntar se você está precisando de
alguma coisa. Ex-colega que parecia amigo é aquela pessoa que você liga
para pedir alguma coisa, e ela manda dizer que no momento não pode atender.

Durante sua carreira, uma pessoa normal terá a impressão de que fez um
milhão de amigos e apenas meia dúzia de inimigos. Estatisticamente, isso
parece ótimo. mas não é. A "Lei da Perversidade Profissional" diz que, no
futuro, quando você precisar de ajuda, é provável que quem mais poderá
ajudá-lo é exatamente um daqueles poucos inimigos.

Portanto, profissionalmente falando, e pensando a longo prazo, o sucesso
consiste, principalmente, em evitar fazer inimigos. Porque, por uma
infeliz coincidência biológica, os poucos inimigos são exatamente aqueles
que tem boa memória.

domingo, 17 de agosto de 2008

Saiba como calcular o valor da sua empresa

Para quem tiver paciência, a seguir uma explicação sucinta, didática e simplificada de como calcular o valor de uma empresa hoje, levando em conta a projeção futura do seu desempenho. Ela foi elaborada pela profesora Liliam Sanches Carrete, da Fundação Instituto de Administração (FIA) e autora do livro Quanto Vale o Meu Negócio, da Saint Paul Editora. Acompanhe o passo a passo:

Considere o exemplo de uma loja de bijouterias que já está em operação há dois anos e que possui um faturamento médio de R$15.000,00 por mês, sendo os seguintes os seus custos médios mensais:

 Matéria-prima: R$ 3.750,00
 Imposto (Simples): R$ 500,00
 Folha de pagamento: R$ 3.100,00
 Aluguel: R$ 1.500,00
 Luz, água, telefone: R$ 600,00
 Investimentos em marketing: R$ 1.000,00
 Segurança: R$ 350,00
 Contador: R$ 280,00
Total de saídas mensais: R$ 11.080,00

Sendo assim, as retiradas mensais médias são de R$ 3.920,00 (R$ 15.000,00 - R$ 11.080,00), o que equivale a retiradas anuais médias de R$ 47.040,00 (R$ 3.920,00 x 12 meses).

Sabendo que o empreendedor, proprietário da loja, não tem previsão de venda do negócio e que ele definiu como estratégia obter uma rentabilidade de 32% ao ano, então o valor presente da loja equivale a R$ 47.040,00 dividido por 0,32, o que dá R$ 147.000,00 (essa conta chama-se equação de valor presente de uma série perpétua de pagamentos). Ou seja, o valor desse negócio é de R$147.000,00.

Caso o proprietário tenha interesse em vender a loja em cinco anos, por exemplo, então deve-se estimar o valor de venda do negócio daqui a exatos cinco anos. Considerando que o valor do ponto comercial seja R$ 130.000,00, então deve-se aplicar a chamada equação de valor presente, considerando a entrada de R$ 47.040,00 (conta anterior) por quatro anos e a entrada de R$ 177.040,00 (venda do ponto comercial por R$ 130.000,00 + retirada do 5º ano de R$ 47.040,00). Aplicando a taxa de desconto de 32% ao ano, tem-se o valor presente do negócio, que no caso é de R$ 142.758,00.

Essa conta é feita da seguinte forma (é necessária uma calculadora HP 12C para realizá-la).


Fluxo do ano 1:
47.040 dividido por 1,32 = R$ 35.636,36 (divide-se o fluxo do ano 1 pela taxa de desconto que estamos supondo que seja de 32% por um ano)

Fluxo do ano 2:
47.040 dividido por (1,32)² = R$ 26.997,24 (divide-se o fluxo do ano 2 pela taxa de desconto de 32% por dois anos)

Fluxo do ano 3:
47.040 dividido (1,32)³ = R$ 20.452,45 (divide-se o fluxo do ano 3 pela taxa de desconto de 32% por três anos)

Fluxo do ano 4:
47.040 dividido por (1,32)4 = R$ 15.494,28 (divide-se o fluxo do ano 4 pela taxa de desconto de 32% por quatro anos)

Fluxo do ano 5:
177.040 dividido por (1,32)5 = R$ 44.177,56 (divide-se o fluxo do ano 5 pela taxa de desconto de 32% por cinco anos)

Assim sendo, o Valor Presente do Negócio é de R$ 142.758,00, pois equivale à soma do valor presente de cada um dos fluxos de caixa dos anos 1, 2, 3, 4 e 5.

Gestão à moda indígena

Ambientalista por opção, o empresário Eduardo Bagnoli mostra que é possível empreender com sucesso sem desrespeitar a natureza e a cultura local

Kátia Simões

Concebido com o propósito de respeitar o meio ambiente e a qualidade de vida, quando o tema ainda era restrito à academia, o Manary Praia Hotel, localizado em Natal e comandado pelo empresário Eduardo Bagnoli, 53 anos, foi planejado para ser um espelho do Nordeste desde a pré-história até os tempos atuais. E o conceito se reflete na arquitetura de espírito colonial, na decoração, que esbanja fotos e reproduções de desenhos encontrados em sítios arqueológicos do Nordeste; na gastronomia, que combina pratos regionais com a culinária refinada internacional, e até na trilha sonora. Para se ter uma idéia, o restaurante da piscina é uma réplica das ocas indígenas erguidas com troncos e folhas de carnaúba, e o acesso é feito através de uma cópia fiel da porta de entrada da igreja da Sé, em Olinda. “Cada detalhe foi cuidadosamente pensado, a fim de que o hotel fosse único”, diz Bagnoli. “Não é à toa que desde o primeiro ano passamos a integrar o Roteiro de Charme, sendo o primeiro estabelecimento do estado a constar na lista”.

Geólogo de formação, Bagnoli por 18 anos foi funcionário da Petrobras. Pela empresa, cruzou o país fazendo pesquisa e ajudou a comandar seu primeiro departamento de proteção ambiental. A preservação da natureza virou uma proposta de vida. O empresário idealizou e colocou em prática um projeto de estudo, conservação e uso sustentável com base no turismo do Sítio Arqueológico do Lajedo de Soledade, projeto que em 2000 recebeu o Prêmio Ambiental von Martius.O sonho de criar um hotel de alto nível, que não provocasse impacto ao meio ambiente e reverenciasse a cultura local começou a ser desenhado ainda nos tempos da Petrobras, quando o casal se instalou em Natal, há mais de 20 anos. “Em 1995, depois de vender oito imóveis para concretizar o novo negócio, nos tornamos o primeiro hotel da Praia de Ponta Negra a investir em energia solar, quando o bairro não tinha ruas asfaltadas”, afirma Bagnoli. “Gente do ramo chegou a preconizar que não duraríamos um ano, mas o Manary foi lucrativo desde o início.”

Com um faturamento médio mensal de R$ 360.000, 44 funcionários, o Manary tem sua própria cartilha de gestão construída em anos de aprendizado, segundo o empresário. A ordem é priorizar a transparência das operações, a divisão de lucros entre os empregados, o serviço de qualidade, a repaginação freqüente dos espaços, o treinamento da mão-de-obra e o respeito à cultura local. Assim o hotel mantém uma média de ocupação de 75% ao longo do ano, acima dos números locais. Para driblar os períodos de baixa, quando o movimento chega a cair 40%, Bagnoli cria pacotes especiais para os turistas potiguares, intensifica a recepção de grupos estrangeiros e sedia eventos corportativos.

Aprendizado diário
Mas, segundo o empresário, o treinamento da mão-de-obra foi certamente o seu maior desafio, e também sua maior conquista. “Depois de quebrar muito a cabeça, perder funcionários no meio do expediente por explodir e chamar a atenção em alto e bom som, eu decidi pesquisar porque os potiguares são tão diferentes”, declara Bagnoli. “A resposta estava na cultura local.” Descendentes dos índios tapuias, eles não valorizam a figura do chefe, ninguém manda em ninguém. Segundo o empresário, para boa parte dos nativos do Rio Grande do Norte ser repreendido aos gritos e em público é uma afronta que dinheiro nenhum paga. “Bronca, só se for na equipe toda, caso contrário, você corre o risco de perder o seu melhor funcionário”, declara Bagnoli. Diante dessa realidade, ele afirma que é mais fácil e vantajoso para o empreendedor estudar o ambiente e as pessoas e tirar proveito dos ensinamentos que eles têm a oferecer, a insistir em impor o seu próprio comportamento. “O básico é entender que aqui as pessoas privilegiam o lazer sobre o acúmulo de bens”, afirma. “Diferentemente de São Paulo, onde as pessoas se matam de trabalhar para poder curtir os fins de semana, aqui se vive todo dia”. Segundo Bagnoli, a maioria dos habitantes locais reserva algumas horas de todos os dias da semana para alguma atividade que lhes dê prazer. Assim, não precisam esperar até o sábado ou as férias para se desestressar. Fazem disso uma prioridade do seu dia-a-dia. “Este é um ensinamento muito grande, mas de difícil assimilação por quem é de fora, ou tem uma equipe para gerenciar”, diz o dono do Manary. “Porém, foi só quando aprendemos a respeitar as individualidades e a entender que processo de qualidade total só funciona com a devida tradução para a cultura local, que o hotel deslanchou e nos tornamos referência na área gestão de pessoas”. Hoje, Bagnoli garante que sua mão-de-obra é disputada pela qualidade de seus serviços, embora o turn over seja baixo. “Conseguimos atingir um ponto de equilíbrio no qual cada um de nossos funcionários atue com a maior naturalidade e nordestinidade possível”, diz. “Sem as afetações, posturas e trejeitos que normalmente são aprendidos na sala de aula, mas não são verdadeiramente assimilados, pois estão em desacordo com a forte cultura local”.

E ele parece que pôs em prática a teoria pesquisada. Quem hoje vê esse neto de italianos – seu avô foi um dos fundadores do tradicional colégio paulistano Dante Alighieri – de sandálias, bermuda e muito à vontade pelas areias de Ponta Negra, acredita que Bagnoli nunca levou outra vida. “Tudo isso é uma questão de aprendizado”, diz. “Nasci e cresci com o um paulistano típico, acelerado, preocupado com os horários, irritado com o trânsito. Hoje sou diferente”.

Fluente em cinco idiomas e com o passaporte carimbado em 53 países, Bagnoli usa as viagens como laboratório, extraindo o que os hotéis tem de melhor para contribuir para o crescimento do Manary. “Todo ano fazemos uma viagem pelo mundo e privilegiamos destinos e hotéis que possam contribuir com idéias para manter o nosso hotel atualizado e sintonizado com as tendências da área”, declara. O resultado é a indicação do Manary nos principais guias de turismo do Brasil e do exterior, entre eles, o Michelin Voyagers Pratique, além do Prêmio de Qualidade Hoteleira, Social e Ambiental, atribuído pela Associação Roteiros de Charme em 2007. “Tudo indica que estamos no caminho certo”.

Tire proveito do Outlook

Nem só de e-mails vive a ferramenta do Office. Ela pode ajudar a vender mais e até fazer ligações telefônicas para seus contatos

Enviar e receber mensagens são as funções mais conhecidas e utilizadas do Outlook, um dos softwares do pacote Office, da Microsoft, e que de longe é o sistema de e-mail mais usado do mercado. Mas poucos sabem que, com a ajuda desse aplicativo, é possível armazenar contatos, estimular o trabalho em equipe, classificar e-mails e até fazer ligações telefônicas. Há cursos que ajudam a conhecer todas as funcionalidades do Outlook (ou boa parte delas). Para quem não tem paciência de encarar uma sala de aula, André Serpa, gerente de marketing de produtos Office da Microsoft, e Marcelo Thalenberg, diretor da MT Criativa, consultoria especializada em produtividade e autor do livro Socorro, Roubaram meu Tempo (ed. Érica), dão dicas de como tirar proveito do Outlook.
Lista de tarefas
Independentemente da versão, o Outlook traz uma agenda e uma lista de tarefas com lembretes. Você consegue classificar as tarefas por prioridade em três níveis: baixa, normal e alta. É possível ainda colocar um alarme (sons ou aviso na tela) para lembrar das tarefas que não se pode esquecer de jeito nenhum.

Compartilhamento de dados
É possível compartilhar seu calendário ou sua lista de tarefas com funcionários, fornecedores e parceiros. Mas é necessário que sua empresa possua uma rede com mais de cinco computadores, além de um servidor que tenha instalado o software Exchange Server (é ele que permite o compartilhamento das informações). Dessa forma, todas as pessoas autorizadas podem, por exemplo, verificar como está o processo de trabalho e ainda consultar virtualmente a agenda dos demais para marcar reuniões.

Confirmação de leitura
Você sabe que ao enviar, por exemplo, um e-mail com a cotação de um produto ou serviço pode receber a confirmação de quando ele foi lido? Esse sistema economiza tempo e evita que você tenha que ligar a toda hora para o seu cliente. No próximo telefonema, após a confirmação de leitura, você já pode perguntar o que ele achou da proposta enviada. Para obter a confirmação, basta entrar no ícone 'Opções' e selecionar 'Solicitar Confirmação'.

Ligações por minuto
Quanto tempo você perde para localizar um número na agenda, tirar o telefone do gancho, discar e esperar alguém atender a ligação? Dá para ganhar tempo utilizando a placa de modem do micro como discador e a lista de contatos do Outlook. Basta cadastrar os dados dos contatos e conectar o modem do computador ao aparelho de telefone. Para isso, é necessário um pequeno adaptador telefônico do modelo TOC. Assim, você só clica na opção 'Ligar' (presente nas versões do Office lançadas a partir do ano 2000). Aí você pode pegar o gancho do telefone só quando o interlocutor atender. Se quiser utilizar um headset, basta conectá-lo ao computador e configurar o discador telefônico do Windows.

E-mails desnecessários
Como resolver o problema de centenas de mensagens diárias enchendo sua caixa de entrada? Uma dica: em vez de olhar os e-mails por ordem de chegada, vale a pena analisá-los por remetente. Basta clicar no título da coluna 'de' da caixa de entrada. Você também pode cadastrar alguns e-mails para irem direto para pastas específicas que você mesmo pode criar, separando-as, por exemplo, como não lidas, notícias, amigos, etc.